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Astrônomos modelam Pilares da Criação em 3D usando imagens dos telescópios Hubble e Webb

O modelo 3D permite uma experiência imersiva de "voar" pela Nebulosa da Águia.

Crédito dos Produtores: Greg Bacon e Frank Summers (STScI), Universo de Aprendizagem da NASA; Visualização: Greg Bacon, Ralf Crawford, Joseph DePasquale, Leah Hustak, Danielle Kirshenblat, Christian Nieves, Joseph Olmsted, Alyssa Pagan e Frank Summers (STScI), Robert L. Hurt (Caltech, IPAC); Consultora Científica: Anna McLeod (Universidade de Durham); Música: Joseph DePasquale (STScI)

Os icônicos Pilares da Criação, localizados na Nebulosa da Águia (Messier 16 ou M16), ganharam uma nova e impressionante representação em três dimensões. Utilizando dados dos telescópios espaciais Hubble e Webb da NASA, astrônomos e engenheiros da computação colaboraram para criar um modelo 3D detalhado dessa famosa estrutura cósmica. O resultado é um filme inovador que permite aos espectadores a experiência imersiva de "voar" por entre os pilares.


"Os Pilares da Criação sempre estiveram em nossas mentes para criar em 3D. Dados do Webb em combinação com dados do Hubble nos permitiram ver os Pilares em detalhes mais completos", disse o líder de produção Greg Bacon da STScI. "Entender a ciência e como melhor representá-la permitiu que nossa pequena e talentosa equipe enfrentasse o desafio de visualizar essa estrutura icônica."

A Nebulosa da Águia, situada a cerca de 7.000 anos-luz da Terra, é um berçário estelar onde novas estrelas estão se formando. Os Pilares da Criação são formados por nuvens densas de gás e poeira, iluminadas pela luz ultravioleta de estrelas recém-nascidas próximas. A imagem original dos pilares, capturada pelo telescópio Hubble em 1995, tornou-se uma das mais icônicas da astronomia moderna, inspirando gerações de cientistas e entusiastas do espaço.

Com a adição de dados do mais recente telescópio espacial Webb, foi possível obter uma visão ainda mais detalhada e em profundidade dos Pilares da Criação. O Webb, com sua capacidade de observar em comprimentos de onda infravermelhos, complementa as observações do Hubble, que opera principalmente no espectro visível. Essa combinação de dados permitiu uma modelagem precisa em 3D, revelando a complexidade e a estrutura interna dos pilares de uma forma nunca antes vista.


"Quando combinamos observações dos telescópios espaciais da NASA em diferentes comprimentos de onda de luz, ampliamos nossa compreensão do universo", disse Mark Clampin, diretor da Divisão de Astrofísica na Sede da NASA em Washington.

O filme resultante dessa colaboração não é apenas uma ferramenta científica, mas também uma obra de arte que oferece ao público uma nova maneira de explorar e apreciar as maravilhas do universo. Os espectadores podem agora visualizar como seria viajar entre essas colossais estruturas de gás e poeira, experimentando a vastidão e a beleza do cosmos em uma nova dimensão.

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