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Enchentes aumentam risco de contaminação por Hepative A

Infecção viral é transmitida pelo contato com água contaminada por fezes, pelo consumo de alimentos infectados, utensílios domésticos mal higienizados e, instalações sanitárias inadequadas

Com a temporada de enchentes, reforçamos o alerta sobre a hepatite A. Durante esses períodos, os casos da doença podem aumentar drasticamente, em mais de 100%.

A hepatite A é uma infecção viral transmitida pelo contato com água contaminada por fezes e pelo consumo de alimentos infectados, entre outras fontes. A vacinação é uma das medidas preventivas mais eficazes e é disponibilizada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças de 15 meses até menores de 5 anos, além de pessoas com doenças crônicas do fígado, condições imunossupressoras e transplantados.

Embora as crianças geralmente apresentem sintomas mais leves, os adultos correm maior risco. Os sintomas podem variar desde fadiga, mal-estar, febre e dores musculares até náuseas, vômitos, dor abdominal e icterícia (coloração amarelada da pele e olhos). Esses sintomas podem persistir por até dois meses e aparecer entre 15 a 50 dias após a infecção.

Em casos graves, a hepatite A pode levar à insuficiência hepática aguda, especialmente em pessoas mais velhas, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Não há tratamento específico para a hepatite A, mas é fundamental buscar orientação médica para gerenciar os sintomas. Evitar a automedicação também é importante, pois alguns medicamentos podem piorar o quadro.

Além disso, é necessário conscientizar sobre outras formas de transmissão do vírus, como o sexo oral-anal e o contato próximo entre pessoas que vivem juntas, pessoas em situação de rua ou crianças em creches. A informação é essencial para prevenir a disseminação da hepatite A e proteger a saúde pública.

Em períodos de inundação, é essencial tomar medidas extras para prevenir a hepatite A, uma infecção viral transmitida principalmente pela água contaminada. O Ministério da Saúde recomenda filtrar e ferver a água antes de beber. Se não for possível ferver, é possível tratar a água com hipoclorito de sódio (2,5%): adicione duas gotas de hipoclorito de sódio para cada litro de água e deixe repousar por 30 minutos. Certifique-se de que todos os recipientes utilizados para armazenar água estejam limpos e higienizados.

Evitar o contato com alimentos e água de procedência duvidosa e armazenados de maneira irregular e que aparentemente possam estar contaminados durante inundações ajuda a reduzir os riscos de aparecimento da doença. A água sanitária contendo alvejante e perfume só deve ser usada para fins de limpeza, como pisos, paredes e embalagens de vidro, latas e caixas do tipo longa-vida.


De acordo com o Intituto Butantan, seguindo essas medidas preventivas, você pode ajudar a proteger a si mesmo e sua família contra a hepatite A. Medidas preventivas contra a hepatite A

Vacinação: Verifique se você e sua família estão vacinados contra a hepatite A, especialmente se estiverem em áreas propensas a inundações.

Higiene pessoal: Lave as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente antes de preparar alimentos e após usar o banheiro.

Alimentos seguros: Certifique-se de que os alimentos estejam adequadamente lavados com água tratada fervida ou clorada, e cozidos antes do consumo, principalmente mariscos, frutos do mar e peixes. Alimentos que são consumidos crus devem ser deixados de molho por 30 minutos

Evite contato direto com fezes: Tome cuidado ao manusear lixo e resíduos durante inundações e evite contato direto com fezes de animais ou humanos;

Conscientização: Informe-se sobre os sintomas da hepatite A e procure assistência médica imediatamente se você ou alguém próximo apresentar sinais de infecção;

Lavar adequadamente utensílios domésticos, especialmente pratos, copos, talheres e mamadeiras;

Uso de instalações sanitárias

No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tais como a desinfecção de objetos, bancadas e chão, utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária;


Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de esgotos;


Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios;


Usar preservativos e higienizar mãos, genitália, períneo e região anal antes e após as relações sexuais.



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