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Cientistas japoneses desenvolvem pele viva para robôs que sorri e se cura

O rosto de robô, ao sorrir, é capaz de replicar as características das rugas de expressão, semelhantes às encontradas na pele humana.















Pele viva desenvolvida em laboratório tem uma combinação inovadora de células de pele humana cultivadas | imagens: Universidade de Tóquio


Em um avanço revolucionário na ciência dos robôs, uma equipe de cientistas da

Universidade de Tóquio revelou, em junho passado, um rosto artificial coberto por uma pele viva que não só se autocura, mas também é capaz de expressar emoções, como o sorriso humano.

Desenvolvida a partir de uma combinação inovadora de células de pele humana cultivadas em um modelo de colágeno e impressas em 3D sobre uma base de resina, a tecnologia foi detalhada em um estudo publicado na revista científica Cell Reports Physical Science. O projeto, liderado pelo professor Shoji Takeuchi, visa criar robôs mais próximos da experiência humana, especialmente em áreas que exigem interação próxima, como cuidados de saúde, serviços e companheirismo. Leia também:

"A pele viva que desenvolvemos não apenas se repara como a pele humana, mas também possui capacidades sensoriais avançadas, como o tato e a detecção de temperatura", explicou Takeuchi. Ele destacou que essa inovação permite uma interação mais intuitiva e natural entre humanos e máquinas, potencialmente transformando como robôs são percebidos e utilizados em diversas indústrias.

A tecnologia não se limita apenas à funcionalidade mecânica; o rosto de robô, ao sorrir, é capaz de replicar as características das rugas de expressão, semelhantes às encontradas na pele humana. Isso não só melhora a estética dos robôs como também oferece aplicações inovadoras na indústria de cosméticos, onde poderia ser utilizada para testar produtos que visam prevenir ou tratar rugas.

A pele viva desenvolvida para robôs oferece também uma nova abordagem nos testes de cosméticos, substituindo modelos animais e culturas de células simplificadas. Essa tecnologia permite testes mais precisos e realistas, replicando a resposta da pele humana a substâncias e condições como rugas de expressão. Além de acelerar o desenvolvimento de produtos mais seguros e eficazes, ela promove práticas mais éticas na pesquisa cosmética.

Entretanto, apesar dos avanços significativos, o projeto enfrenta desafios técnicos, como a necessidade de desenvolver uma epiderme mais espessa e a incorporação de características biológicas adicionais, como glândulas sudoríparas e sebáceas. A equipe estima que, com pesquisas contínuas e investimento em desenvolvimento tecnológico, robôs equipados com essa pele viva poderão se tornar uma realidade prática nos próximos 10 anos.

Para os cientistas envolvidos, o progresso alcançado até agora representa um passo crucial na busca por robôs mais humanizados, capazes não apenas de desempenhar funções práticas, mas também de se integrar de maneira mais harmoniosa ao cotidiano humano.

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